Dia de Doar 2026: o que é a data de 1º de dezembro e como participar
Para quem doa · 06/11/2026
Na sexta-feira, 27 de novembro, é Black Friday. Na segunda, 30, vem a Cyber Monday. São dias de comprar.
Na terça-feira seguinte, 1º de dezembro de 2026, o convite é outro: doar.
É o Dia de Doar, a versão brasileira do GivingTuesday, um movimento que hoje acontece em mais de 110 países.

De onde veio a data
O GivingTuesday nasceu em 2012, em Nova York, criado pelo centro cultural 92nd Street Y com a Fundação das Nações Unidas.
A ideia era simples: depois de dias inteiros dedicados às compras, um dia dedicado a doar.
Por isso, a data muda todo ano. É sempre a terça-feira depois do Dia de Ação de Graças dos Estados Unidos, que vem colado na Black Friday.
Deu certo. Em 2025, só nos Estados Unidos, 38,1 milhões de pessoas participaram, e as doações do dia chegaram a US$ 4 bilhões, 13% a mais que no ano anterior. Desde 2012, o movimento soma US$ 22,5 bilhões em doações.
No Brasil, desde 2013
A primeira edição brasileira foi em 2013. No ano seguinte, o Brasil entrou oficialmente no movimento global, com o nome de Dia de Doar.
Em 2026, o Dia de Doar passou a ser liderado pelo Movimento por uma Cultura de Doação (MCD), com a Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR) como parceira.
No balanço da edição de 2023, a ABCR contou mais de R$ 7 milhões mobilizados, 22% a mais que em 2022, e 92 campanhas comunitárias pelo país. Naquele ano, 51 cidades já tinham uma lei que põe a data no calendário oficial.
Para Fernando Nogueira, que liderava o movimento no Brasil naquele ano, o Dia de Doar já faz parte do calendário de todo o terceiro setor.
O brasileiro doa?
Doa, e cada vez com mais cuidado. É o que mostra a Pesquisa Doação Brasil, do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), feita pela Ipsos:
- 78% dos brasileiros adultos com renda familiar acima de um salário mínimo fizeram algum tipo de doação em 2024: dinheiro, objetos ou trabalho voluntário.
- As doações de pessoas somaram R$ 24,3 bilhões em 2024. Em 2022, tinham sido R$ 14,8 bilhões.
- Metade da população doou para uma emergência em 2024, o ano das enchentes no Rio Grande do Sul.
- O Pix é o jeito de doar de 66% de quem doa para instituições.
Mas a confiança pesa. Só 30% acreditam que a maioria das ONGs é confiável, e 83% procuram informação antes de doar.

Como participar
Não precisa de inscrição: qualquer pessoa participa. Alguns jeitos:
- Doe para quem você conhece. A ONG do seu bairro, o projeto da sua igreja, a vaquinha de um vizinho.
- Doe tempo. Muita instituição precisa mais de mãos do que de dinheiro.
- Doe objetos. Roupa, alimento, móvel: pergunte antes o que está faltando.
- Compartilhe. Uma campanha compartilhada chega a quem pode doar. Use a hashtag #DiaDeDoar.
- Junte a sua cidade. Quem quer organizar uma campanha comunitária, sozinho, com um grupo ou com uma empresa, encontra materiais no site oficial, o Dia de Doar.
Antes de doar, confira
Data de muita doação também atrai golpe. Antes de confirmar:
- Veja o nome no Pix. O banco mostra quem vai receber antes de você confirmar. Se não bate com a instituição ou com a pessoa, pare.
- Desconfie da pressa. "Só hoje", "última chance": quem apressa demais não quer que você pense.
- Procure o canal oficial. Prefira o site e as redes da própria instituição a um link que chegou por mensagem.
No Top1, as vaquinhas são de pessoas
Tratamento de saúde, um animal resgatado, a casa que precisa de reforma, um sonho. No Top1:
- Quem cria a vaquinha tem o CPF conferido antes de ela ir ao ar.
- Você doa pelo Pix, a partir de R$ 10, até sem criar conta.
- O dinheiro vai para a chave Pix de quem criou, a que está cadastrada na conta dela.
- Marcas também doam, e aparecem no alto das vaquinhas e no ranking.
Um dia para escolher
A Black Friday mostra o que a gente quer comprar.
O Dia de Doar mostra o que a gente quer mudar.
Em 1º de dezembro, escolha uma causa. Pode ser grande, ou do tamanho de um vizinho.
Com informações do GivingTuesday, da ABCR, do IDIS e do Correio da Manhã. Fotos: Pexels.